Morador de Poços de Caldas, Ricardo deixou o Brasil aos 29 anos e, desde então, passou por diferentes países da Europa até chegar à Ucrânia, onde permaneceu por aproximadamente dois anos junto às forças ucranianas. Atualmente, trabalha na área de segurança privada internacional.
Nascido em 1994 e criado na Zona Sul de Poços de Caldas, Ricardo cresceu em uma família de origem humilde. Aos 20 anos, ingressou no Exército Brasileiro, onde permaneceu por cerca de três anos.
Segundo ele, a passagem pelas Forças Armadas contribuiu para sua formação e para o desenvolvimento de características como disciplina, organização e capacidade de atuar sob pressão. Anos mais tarde, essas experiências voltariam a fazer parte de sua trajetória profissional no exterior.
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Mudança para a Europa
Aos 29 anos, Ricardo deixou o Brasil em busca de novas oportunidades. A primeira etapa da mudança foi na França, onde teve contato com a Legião Estrangeira Francesa. Posteriormente, seguiu para Portugal, país onde viveu por aproximadamente dois anos.
Durante esse período, trabalhou em diferentes atividades. Passou por fábricas, restaurantes e serviços que exigiam esforço físico enquanto buscava estabelecer uma nova vida fora do Brasil.
Foi durante a permanência em Portugal que surgiu a possibilidade de seguir para a Ucrânia.
Ricardo ingressou na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia e passou a atuar junto às forças ucranianas. Ele permaneceu no país por cerca de dois anos, período em que esteve próximo de áreas de combate do conflito entre Ucrânia e Rússia.
Relatos sobre a experiência no front
Durante o período na Ucrânia, Ricardo relata ter participado de atividades relacionadas a forças especiais e inteligência militar. Segundo seu relato, também esteve exposto a situações de risco e presenciou a morte de companheiros durante ataques com drones.
Ele afirma manter registros e documentos relacionados ao período em que esteve no país, incluindo vídeos feitos durante a experiência.
Os drones passaram a desempenhar um papel importante no conflito, sendo utilizados tanto para reconhecimento quanto para ataques. A presença desses equipamentos aumentou os riscos para militares e outros profissionais que atuam próximos às áreas de combate.
De acordo com Ricardo, a rotina era marcada pela necessidade de atenção constante e pela possibilidade de ser atingido durante as operações. A perda de pessoas que estavam ao seu lado também fez parte da experiência vivida no período.
Após aproximadamente dois anos, ele deixou a zona de conflito e deu continuidade à vida profissional no exterior.
Atuação na segurança internacional
Depois de deixar a Ucrânia, Ricardo passou a trabalhar no setor de segurança privada internacional. Atualmente, segundo as informações apresentadas e documentos relacionados à sua trajetória, atua na proteção de empresários e clientes de alto perfil em diferentes países europeus.
A atividade mantém algumas características presentes em etapas anteriores de sua vida profissional, como disciplina, atenção e preparação para situações de pressão.
A trajetória inclui períodos distintos: o serviço no Exército Brasileiro, a mudança para a Europa, trabalhos em diferentes setores, a experiência junto às forças ucranianas e, posteriormente, a atuação na área de segurança privada.
Uma trajetória iniciada em Poços de Caldas
Ricardo continua vivendo no exterior e não retornou definitivamente a Poços de Caldas.
Apesar da distância, a cidade permanece como ponto de partida de sua trajetória. Foi na Zona Sul de Poços de Caldas que ele passou a infância e a juventude antes de ingressar no Exército e, anos depois, deixar o Brasil.
De uma rotina marcada por dificuldades financeiras e trabalhos diversos, sua trajetória passou por quartéis, diferentes países europeus e uma zona de conflito internacional.







