Um arquiteto de Poços de Caldas reacendeu o debate sobre o futuro da estrutura abandonada do monotrilho na cidade ao apresentar, em vídeos recentes, duas propostas distintas: a revitalização do espaço ou a demolição completa da estrutura, ambas acompanhadas de argumentos técnicos e urbanísticos.
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Nas publicações, Maurício propõe, de um lado, a transformação do monotrilho em um novo eixo urbano voltado à mobilidade ativa e ao lazer. A ideia de revitalização prevê a adaptação da estrutura existente para uso como passarela elevada, com espaço compartilhado para pedestres, ciclistas e até patinetes elétricos. O projeto também destaca ganhos em sustentabilidade, integração com a natureza e criação de um ambiente acessível e democrático. A proposta sugere que a estrutura, hoje sem uso, poderia se tornar um novo cartão-postal urbano, incentivando deslocamentos não motorizados e ampliando a convivência nos espaços públicos.
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Por outro lado, o arquiteto também levanta a possibilidade de demolição total do monotrilho, defendendo que, em alguns casos, recomeçar pode ser a alternativa mais segura e eficiente. Entre os pontos destacados estão eventuais riscos estruturais, custos elevados de recuperação e limitações técnicas que poderiam inviabilizar a reutilização. Segundo essa linha de raciocínio, a retirada da estrutura abriria espaço para um novo projeto urbano ao nível do solo, com áreas verdes, ciclovias, espaços de convivência e melhor integração com o entorno e cursos d’água da cidade.
A proposta de demolição também enfatiza critérios como segurança da população, custo-benefício e uso mais inteligente de recursos públicos. A requalificação do espaço liberado permitiria, segundo o estudo apresentado, soluções mais flexíveis e potencialmente mais acessíveis à população.
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Ao apresentar os dois cenários, o arquiteto não crava uma única solução, mas propõe uma reflexão técnica e coletiva sobre o futuro da estrutura. O debate envolve não apenas aspectos urbanísticos, mas também financeiros, ambientais e sociais.
As publicações rapidamente geraram engajamento nas redes sociais, com moradores divididos entre preservar e transformar a estrutura existente ou optar por sua remoção completa. A discussão evidencia um tema sensível para a cidade: como lidar com grandes obras inacabadas e transformar passivos urbanos em oportunidades para o desenvolvimento local.





