A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesta quarta-feira (27) o resultado do segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 em Poços de Caldas. O estudo apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,9%, número considerado satisfatório conforme a classificação de risco do Ministério da Saúde.
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O resultado representa uma redução significativa em relação ao primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro, quando o município registrou índice de 1,8%. A queda demonstra avanço nas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O levantamento é uma importante ferramenta utilizada para identificar a presença do Aedes aegypti e mapear as regiões com maior risco, permitindo direcionar ações estratégicas de combate e prevenção em toda a cidade.
Neste segundo levantamento, foram vistoriados 3.515 imóveis em diferentes regiões do município. As equipes da Vigilância em Saúde Ambiental identificaram 34 focos positivos do mosquito. Um dado que continua preocupando é que 97% dos focos foram encontrados dentro das residências, reforçando a necessidade da participação ativa da população no combate ao mosquito.
Outro ponto destacado foi o perfil dos criadouros encontrados. Cerca de 82% dos focos estavam em depósitos de água de fácil eliminação, remoção ou destruição, como latas, garrafas, baldes, pratinhos de vasos de plantas e outros recipientes que acumulam água parada.
No primeiro LIRAa de 2026, realizado em janeiro, foram vistoriados 3.529 imóveis e encontrados 73 focos positivos do mosquito em 62 imóveis, sendo 61 residências e apenas um terreno baldio. Na ocasião, 98% dos focos também estavam localizados dentro das casas.
Em relação aos criadouros identificados no primeiro levantamento, 26% estavam em depósitos móveis e 57,6% em recipientes passíveis de remoção, como garrafas, latas, pratinhos de plantas e bebedouros de animais. Ao todo, 83,6% dos focos eram considerados de fácil eliminação.
Apesar da melhora no índice geral, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que grande parte das regiões Leste, Centro e Sul ainda apresenta situação de alerta, exigindo atenção redobrada da população e intensificação das ações de vigilância ambiental nos próximos dias.
As equipes da Vigilância Ambiental irão reforçar visitas domiciliares, orientações educativas e ações preventivas nessas localidades, buscando eliminar possíveis criadouros e conscientizar os moradores sobre os cuidados necessários.
De acordo com o coordenador da Divisão de Saúde Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago, o resultado demonstra que o trabalho preventivo vem apresentando resultados positivos, mas reforça que o combate ao mosquito deve ser permanente.
“Mesmo com a redução do índice e um resultado considerado satisfatório, não podemos relaxar. A maioria dos focos continua sendo encontrada dentro das residências e em recipientes simples de serem eliminados. Isso mostra que pequenas atitudes da população fazem toda a diferença na prevenção da dengue e demais arboviroses”, destacou.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Luis Augusto de Faria Cardoso, também reforçou a importância da participação da comunidade nas ações preventivas.
“Pedimos que cada morador reserve alguns minutos por semana para vistoriar quintais, calhas, vasos de plantas e qualquer objeto que possa acumular água. A prevenção ainda é a nossa principal arma contra o Aedes aegypti, e pequenas atitudes dentro de casa fazem uma grande diferença para toda a comunidade”, afirmou.






