Mais de 85% dos pacientes do Melhor em Casa têm desnutrição

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Mais de 85% dos pacientes atendidos pelo Programa Melhor em Casa (PMeC), em Poços de Caldas, apresentaram algum grau de desnutrição no último quadrimestre. Os dados da Secretaria Municipal de Saúde também apontam que 39,6% dos pacientes avaliados têm risco alto ou muito alto de desenvolver lesões por pressão e que 60% recebem cuidados paliativos.

O programa oferece assistência domiciliar a pessoas que não conseguem sair de casa ou estão restritas ao leito, incluindo pacientes que necessitam de cuidados paliativos. O trabalho busca garantir conforto, dignidade e qualidade de vida, com acompanhamento de profissionais de diferentes áreas da saúde.

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Os indicadores são utilizados para identificar as necessidades de cada paciente, orientar as intervenções e acompanhar a evolução clínica e funcional. Segundo os dados divulgados pelo município, mais da metade dos pacientes avaliados apresentou dependência total ou absoluta em atividades como alimentação, higiene pessoal e memória.

Avaliação nutricional identifica quadro preocupante

Todos os pacientes admitidos no programa passam por avaliação nutricional, com instrumentos específicos de acordo com a faixa etária. No último quadrimestre, 85,4% apresentaram algum grau de desnutrição, enquanto os outros 14,6% foram classificados com risco nutricional.

A nutricionista do programa, Eliza Sampaio, relaciona os resultados às condições de saúde dos pacientes atendidos, muitos deles com histórico de internações frequentes.

Segundo ela, o estado nutricional desse público costuma estar bastante comprometido, o que exige atenção das equipes responsáveis pelo acompanhamento e pela assistência em casa.

Risco de lesões por pressão exige cuidados preventivos

Outro indicador monitorado pelo Melhor em Casa é o risco de lesões por pressão, que podem surgir quando uma pessoa permanece por períodos prolongados na mesma posição. Os dados do último quadrimestre apontam que 39,6% dos pacientes avaliados apresentam risco alto ou muito alto para esse tipo de lesão.

O resultado reforça a importância das orientações aos familiares e cuidadores, além das medidas preventivas adotadas pelas equipes de saúde durante as visitas domiciliares.

O programa também acompanha a sobrecarga enfrentada por quem cuida dos pacientes. A avaliação permite identificar situações em que familiares e cuidadores precisam de mais orientações ou apoio para lidar com as demandas da assistência diária.

Cuidados paliativos representam 60% dos atendimentos

De acordo com os dados divulgados, seis em cada dez pacientes atendidos pelo programa estão em cuidados paliativos. Essa modalidade de assistência busca aliviar o sofrimento e controlar sintomas, com atenção à qualidade de vida dos pacientes e ao suporte oferecido às famílias.

O atendimento é planejado conforme as condições e necessidades de cada pessoa, com participação de profissionais de diferentes áreas.

Para a coordenadora do Melhor em Casa, Morgana Batista, o acompanhamento dos indicadores funcionais ajuda a equipe a compreender melhor as limitações dos pacientes e a definir as intervenções necessárias.

A coordenadora destaca que as informações permitem organizar os cuidados de maneira mais adequada e acompanhar a evolução de cada caso, com foco na qualidade da assistência e no bem-estar.

Com o monitoramento periódico das condições nutricionais, funcionais e clínicas, o Programa Melhor em Casa busca aperfeiçoar o atendimento domiciliar e direcionar os cuidados de acordo com as necessidades identificadas em cada paciente.

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