Casos de fraudes digitais têm se tornado cada vez mais frequentes e sofisticados, atingindo milhares de pessoas em Minas Gerais. Criminosos usam páginas falsas que simulam instituições financeiras, links maliciosos enviados por aplicativos de mensagens e técnicas de engenharia social para induzir as vítimas ao compartilhamento de dados sensíveis, como senhas e informações bancárias.
Um tipo de golpe recorrente envolve a clonagem de contas em aplicativos de mensagens. Em um dos casos registrados, a vítima recebeu mensagens de um número novo corporativo com foto da irmã, que estava em viagem, para pedir uma transferência em Pix. Utilizando o histórico de conversas, os criminosos reproduziram a forma de escrita e os maneirismos da familiar, o que conferiu credibilidade ao pedido. Sob o pretexto de uma urgência, solicitaram R$1.5 mil para uma chave Pix informada na conversa, valor que foi enviado antes que a fraude fosse identificada.
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Numa outra situação recente, os criminosos utilizaram o número de um familiar para encaminhar mensagens insistentes sobre um suposto evento beneficente, solicitando que a vítima entrasse em contato com outra pessoa envolvida na fraude. O conteúdo apresentava inconsistências na forma de escrita e no padrão de comunicação habitual, o que permitiu que a fraude fosse identificada a tempo. Casos como esse demonstram a importância de atenção a mudanças no comportamento digital de contatos conhecidos, especialmente diante de pedidos urgentes ou fora do padrão.
Segundo dados da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em 2024, foram 56.664 casos registrados em todo o estado, enquanto em 2025, o número passou para 63.942 ocorrências. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, já são 20.107 registros, que indicam uma tendência de crescimento e maior incidência desse tipo de crime no estado. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG), em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), disponibilizou um guia prático de segurança digital com orientações voltadas à prevenção de crimes cibernéticos e à proteção de dados pessoais. O material reúne informações acessíveis sobre as principais ameaças do ambiente virtual e medidas básicas de proteção, e está disponível para acesso público através do link crimes-virtuais.seguranca.mg.gov.br/index.html.
A iniciativa surge em um contexto de crescimento dos ataques cibernéticos, cada vez mais sofisticados e diversificados, que atingem tanto instituições públicas e privadas quanto cidadãos. O guia apresenta explicações sobre práticas como phishing, malware, engenharia social, ransomware e deepfakes, detalhando características, sinais de alerta e formas de identificação, além de estratégias de prevenção, com destaque para a importância da verificação de remetentes, cautela ao acessar links e compartilhamento de informações pessoais, além do uso de ferramentas de proteção, como antivírus e backups regulares.






