Google pode bloquear Busca em escolas que proibirem IA

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O Google está implementando novas regras para permitir que escolas controlem o acesso dos alunos às ferramentas de inteligência artificial (IA) da empresa. A mudança, porém, traz uma condição: instituições que optarem por bloquear completamente os recursos de IA também poderão perder o acesso à Busca do Google.

A medida pode alterar a relação entre escolas e uma das principais empresas de tecnologia utilizadas no ambiente educacional. Os computadores Chromebook, desenvolvidos pelo Google, estão presentes em instituições de ensino e são utilizados por milhões de estudantes, inclusive crianças nos primeiros anos escolares.

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A iniciativa ocorre em meio ao aumento das discussões sobre o uso de tecnologia nas salas de aula. Pais, educadores e comunidades escolares têm defendido limites para o tempo de exposição às telas e para a utilização de inteligência artificial durante as atividades de aprendizagem.

Entre as preocupações estão possíveis impactos no desenvolvimento dos estudantes, prejuízos ao processo de aprendizagem e riscos relacionados à segurança. O debate também envolve o papel das ferramentas de IA na formação dos alunos e os limites que devem ser estabelecidos pelas instituições de ensino.

A empresa informou que os recursos de inteligência artificial, como o assistente Gemini e o Gemini Notebook, além da Busca do Google, ficarão desativados por padrão nas contas de estudantes do ensino fundamental e médio. Para liberar o acesso, os administradores das escolas precisarão autorizar cada ferramenta.

Segundo informações divulgadas pela empresa, as instituições poderão escolher quais serviços desejam habilitar. No entanto, a Busca do Google já incorpora recursos de IA, como resumos automáticos e o Modo IA. Por isso, escolas que decidirem bloquear completamente essas funcionalidades também ficarão sem acesso ao mecanismo de pesquisa.

O Google afirma que pretende ampliar o uso educacional da inteligência artificial com ferramentas que ajudem os estudantes a compreender conteúdos e resolver exercícios passo a passo, em vez de simplesmente fornecer respostas prontas. A empresa informou que divulgará mais detalhes sobre a implementação das mudanças nos próximos meses, antes da entrada em vigor das novas regras.

A decisão reacendeu o debate sobre a autonomia das escolas na escolha das ferramentas utilizadas em sala de aula e sobre a dependência das instituições em relação às grandes empresas de tecnologia.

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