A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou, nesta quinta-feira (11), uma nova fase da Operação Kratos, que desde abril apura um esquema milionário de roubo, desmanche e redistribuição de peças de caminhões. Entre os locais apontados como parte fundamental da estrutura criminosa está um estabelecimento comercial situado na Avenida Wenceslau Braz, em Poços de Caldas.
De acordo com o delegado João Carlos Miguel Hueb, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o ponto comercial em Poços de Caldas teria sido adquirido pelo grupo criminoso para facilitar o escoamento das peças obtidas em desmontes clandestinos. A estratégia incluía misturar componentes de origem regular com peças retiradas de caminhões roubados, dando aparência de legalidade ao negócio. Cerca de oito carretas serão utilizadas para apreensão do material.
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A operação começou após a localização de um galpão em Mogi Guaçu (SP) usado exclusivamente para o corte de veículos pesados. No local, uma pessoa foi presa e outros três suspeitos foram identificados. As apurações levaram a um segundo endereço, em Jacareí, onde agentes encontraram três caminhões em processo de desmonte e outros dois já cortados.
Com a quebra de sigilos dos investigados, os policiais passaram a mapear os líderes do esquema e os locais utilizados para lavar dinheiro e distribuir as peças. Além de Poços de Caldas, lojas no Paraná e em Santa Catarina também atuavam como fachada para a venda dos componentes.

Nesta quinta-feira, sete mandados de busca foram cumpridos. Também foram expedidos quatro mandados de prisão, mas nenhum dos alvos foi localizado. Segundo o delegado Hueb, dois dos principais suspeitos podem ter deixado o país.
A estimativa preliminar da Polícia Civil aponta que o esquema movimentou mais de R$ 30 milhões, considerando a estrutura dos galpões e o volume de caminhões identificados ao longo da investigação.







