Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira

Data reforça a luta contra a lesbofobia, a violência e pela garantia de direitos das mulheres lésbicas

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O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira (19). A data marca a luta de mulheres lésbicas contra a discriminação, a violência e o silenciamento, além de reforçar a busca por igualdade e garantia de direitos.

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A escolha do dia 19 de agosto está relacionada a um episódio ocorrido em 1983, no Ferro’s Bar, em São Paulo. Na época, a administração do estabelecimento proibiu a venda e a circulação do boletim Chana com Chana, publicação produzida pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf).

A decisão provocou uma mobilização de mulheres lésbicas dentro do local. O movimento, conhecido como Levante do Ferro’s Bar, tornou-se um marco da resistência lésbica no Brasil e ocorreu durante o período da ditadura militar.

Entre as participantes estava a ativista Rosely Roth, considerada uma das pioneiras do movimento lésbico brasileiro. A mobilização defendia o direito à liberdade de expressão, à organização e à participação na sociedade sem discriminação.

Publicação marcou movimento lésbico

Criado em janeiro de 1981, em São Paulo, o Chana com Chana foi o primeiro periódico brasileiro voltado exclusivamente ao público lésbico. A publicação teve 13 edições até 1987.

O boletim fazia parte da imprensa alternativa e reunia entrevistas e textos sobre política, artes e direitos civis. A publicação também contribuiu para ampliar a visibilidade das mulheres lésbicas e dos debates relacionados à população LGBTQIAPN+.

 

Agosto é mês de visibilidade lésbica

Além do Dia Nacional do Orgulho Lésbico, celebrado em 19 de agosto, o mês também é marcado pelo Dia da Visibilidade Lésbica, em 29 de agosto.

A segunda data foi criada em 1996, durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), realizado no Rio de Janeiro. Desde então, agosto passou a concentrar debates e ações voltadas à visibilidade, aos direitos e ao enfrentamento da discriminação contra mulheres lésbicas.

Símbolos da luta

A representatividade lésbica também está presente em símbolos utilizados pelo movimento. Em 2003, durante o III Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, ativistas lésbicas do Brasil, da América Latina e do Caribe aprovaram a incorporação de elementos relacionados à luta das mulheres lésbicas na tradicional bandeira arco-íris.

Entre os símbolos estão o duplo espelho de Vênus, associado à união entre mulheres; o lábris, que representa força e independência; e o triângulo preto, relacionado à perseguição de mulheres lésbicas durante o nazismo.

Como denunciar casos de violência

Casos de discriminação, violência ou outras violações de direitos contra pessoas LGBTQIAPN+ podem ser denunciados pelo Disque 100, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O canal funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados. O atendimento pode ser feito por telefone, de qualquer local do Brasil, e o sigilo é garantido.

Também é possível utilizar o serviço pelo Telegram, buscando por Direitoshumanosbrasil no aplicativo.

Qualquer pessoa pode realizar uma denúncia, seja vítima de uma violação ou testemunha de uma situação. Os relatos são registrados e encaminhados aos órgãos responsáveis pela proteção e defesa dos direitos humanos.

Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

 

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