Criança morre e irmão é internado em estado grave no Sul de Minas; mãe é presa

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Um menino de 2 anos morreu neste sábado (16), em Areado, no Sul de Minas, após ser levado à Santa Casa da cidade com diversos ferimentos pelo corpo. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como suspeita de homicídio e maus-tratos.

A criança foi identificada como Deivid da Silva Ribeiro. Segundo informações apuradas, familiares relataram inicialmente que o menino teria apresentado um quadro de convulsão e, posteriormente, a mãe afirmou que ele teria se engasgado durante a amamentação. No entanto, durante o atendimento, a equipe médica constatou lesões e hematomas considerados incompatíveis com as versões apresentadas.

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Exames preliminares da necropsia também indicaram que a morte não teria sido causada por engasgo. Diante da suspeita de agressões, a Polícia Militar foi acionada. A mãe da criança foi presa em flagrante e encaminhada à delegacia. O padrasto do menino, um adolescente de 17 anos apontado como principal suspeito das agressões, segue foragido.

O sepultamento de Deivid foi realizado na tarde deste sábado, no Cemitério São Vicente, em Areado.

Horas depois da morte da criança, o irmão gêmeo do menino também foi levado para atendimento médico apresentando sinais de agressão. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a criança foi encaminhada à Santa Casa de Areado por uma tia, que percebeu lesões no corpo do menino após levá-lo para a casa da avó da família.

Durante o atendimento, os médicos identificaram ferimentos na pálpebra do olho esquerdo, além de lesões na região pélvica, genitália externa e bolsa escrotal. Conforme o relatório médico, os machucados seriam compatíveis com possíveis maus-tratos.

Devido à gravidade do quadro e à necessidade de atendimento especializado, o menino foi transferido em estado grave para o Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas.

Ainda de acordo com a ocorrência, familiares relataram que os irmãos faltavam frequentemente à creche por vários dias consecutivos e, quando retornavam, apresentavam marcas antigas de lesões pelo corpo.

O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e informou que já havia denúncias relacionadas a possíveis agressões sofridas pelas crianças.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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