Agentes de Educação de Poços de Caldas divulgaram uma carta aberta em que reivindicam a redução da jornada de trabalho, atualmente fixada em oito horas diárias. No documento, os profissionais relatam sobrecarga física e emocional e destacam a importância de suas funções no acompanhamento e na inclusão dos alunos da rede municipal de ensino.
Segundo a carta, as atribuições dos agentes vão além do auxílio às atividades pedagógicas. Os profissionais também atuam nos cuidados com a saúde e a higiene dos estudantes, na locomoção e na segurança, no acompanhamento da rotina escolar e na mediação de situações comportamentais.
A categoria afirma que a jornada atual dificulta o descanso e a conciliação entre o trabalho e os compromissos pessoais e familiares.
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Levantamento aponta sinais de sobrecarga
Na manifestação, os agentes apresentam dados de um levantamento realizado entre colegas sobre os efeitos da rotina de trabalho. De acordo com os números divulgados, 84,8% dos participantes relatam cansaço constante, mesmo após o descanso, enquanto 63% apontam queda na concentração.
Ainda conforme o levantamento, 54,3% afirmam apresentar irritabilidade excessiva ou perda de prazer em atividades antes consideradas agradáveis. Metade dos participantes relata isolamento social, e 4,3% dizem não apresentar sinais de sobrecarga emocional.
A carta não informa o número de participantes nem apresenta detalhes sobre a metodologia utilizada na pesquisa.
Categoria aponta impactos na rotina escolar
O documento também menciona a rotatividade de profissionais e as exonerações na categoria. Segundo os agentes, a saída de servidores prejudica a continuidade do trabalho pedagógico e a construção de vínculos com os alunos.
Os profissionais pedem que a Prefeitura de Poços de Caldas e a Secretaria Municipal de Educação reconheçam as dificuldades relatadas e adotem medidas para reduzir a carga horária.
Na carta, a categoria também contesta argumentos que, segundo os servidores, são utilizados contra a mudança, como a alegação de que os profissionais aceitaram o cargo nas condições atuais ou de que a redução seria inviável por falta de recursos. Os agentes defendem que a reivindicação está relacionada à melhoria das condições de trabalho e à valorização profissional.
Secretaria afirma que demandas estão em discussão
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que tomou conhecimento da manifestação e que as questões apresentadas estão sendo consideradas nas discussões sobre as atribuições e as condições de trabalho dos agentes.
Segundo a pasta, as atribuições do cargo já vêm sendo discutidas com o sindicato da categoria, em um processo de diálogo e análise das demandas apresentadas.
A Secretaria afirmou ainda que reconhece a importância de avaliar possíveis ajustes nas funções exercidas pelos profissionais, com o objetivo de adequá-las à realidade das unidades escolares e às necessidades da rede municipal.
De acordo com a nota, as discussões continuam em andamento e consideram a possibilidade de revisão de determinadas atribuições vinculadas ao cargo. A pasta ressaltou que eventuais mudanças devem observar as possibilidades e os trâmites da Administração Pública.
Ao final, a Secretaria reafirmou o compromisso com o diálogo, a escuta dos profissionais e a construção conjunta de soluções que contribuam para a valorização dos servidores e para o atendimento das necessidades da rede municipal de ensino.
A nota não informa se há previsão para uma decisão sobre a redução da jornada de trabalho. Até o momento, também não foi anunciada uma medida concreta para alterar as oito horas diárias atualmente estabelecidas.







