Reportagem atualizada às 11h23 do dia 11/03/2026 para alteração da nota do advogado da família da vítima
Reportagem atualizada às 10h35 do dia 11/03/2026 para inclusão de nota do advogado da família da vítima
A mulher acusada de matar o namorado em Poços de Caldas irá a júri popular. A decisão foi proferida por desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta terça-feira (10), ao manter a pronúncia de Natasha Cristina Curimbaba, acusada pela morte de Pedro Granato Oliveira, de 34 anos, em julho de 2024.
A defesa da ré havia recorrido da decisão que determinou que ela fosse julgada pelo Tribunal do Júri, mas o recurso foi rejeitado por três votos. Com isso, Natasha será submetida ao julgamento por um corpo de jurados, em data que ainda será definida. O caso tramita em segredo de Justiça.
Clique aqui e acesse o grupo de notícias da Onda Poços no WhatsApp 📲
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido após um churrasco realizado pelo casal no condomínio onde moravam, no dia 28 de julho de 2024. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os dois deixaram o local juntos no veículo de Natasha. Pouco tempo depois, apenas ela retornou.
O corpo de Pedro Granato Oliveira foi encontrado ao pé de uma ribanceira, apresentando ferimentos graves no pescoço, no ombro e na mão direita. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi esgorjamento provocado por traumatismo cervical cortante.
Advogado da família da vítima se manifesta:
O advogado da família da vítima, Dr. Gustavo Henrique Araújo, em nota disse: “Acompanhamos e sustentamos perante o TJMG contra o recurso interposto pela defesa da acusada, que foi improvido, por unanimidade. Após as sustentações orais, os desembargadores destacaram a qualidade da sentença, que foi mantida. Estamos satisfeitos com mais esta decisão, que reforça as nossas teses de premeditação do crime, de forma consciente ou mesmo que eventual, tendo em vista que o próprio histórico da assassina demonstra o mesmo modus operandi contra, ao menos, outras quatro vítimas. Natasha, de forma consciente e deliberada, portava, ameaçava e agredia pessoas de seu convívio, e Pedro foi a vítima fatal. Além disso, mesmo em regime de internação psiquiátrica, já está respondendo outro processo por uma briga que teria sido iniciada por ela, agredindo outras duas internas. Isso demonstra, sem sombra de dúvidas, que o comportamento agressivo e intolerante da acusada, aliado ao padrão de personalidade vil, somado à negligência de seus responsáveis legais, formularam a infeliz receita que culminou nesta tragédia anunciada.”








