Os trabalhadores do comércio atacadista e varejista de Poços de Caldas e região aprovaram a deflagração do estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (1º). A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Poços de Caldas e Região (Sindcomerciários).
De acordo com o comunicado divulgado pela entidade, a medida foi tomada em razão da ausência de avanços considerados satisfatórios nas negociações coletivas relacionadas ao Termo Aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026. Entre os principais pontos em discussão estão as reivindicações econômicas da categoria e o reajuste salarial dos trabalhadores.
O sindicato informou que a assembleia foi convocada por meio de edital publicado em 22 de maio de 2026 e seguiu os dispositivos previstos na Lei nº 7.783/89, que regulamenta o direito de greve no país.
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Segundo a entidade, os trabalhadores aprovaram por unanimidade o estado de greve. Com a decisão, a categoria poderá paralisar suas atividades a qualquer momento após o prazo legal de 48 horas, caso não haja avanço nas negociações entre representantes dos empregados e do setor patronal.
Segundo o Sindcomerciários, um dos principais impasses nas negociações está relacionado ao reajuste salarial da categoria. O sindicato dos trabalhadores reivindica um reajuste linear de 7% para todos os comerciários, enquanto a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal prevê reajuste de 3,9% para os salários acima do piso e de 6,79% para os trabalhadores que recebem o piso salarial. Atualmente, o piso da categoria em Poços de Caldas é de R$ 1.630, valor definido para 2025 e que, segundo a entidade laboral, está sem reajuste desde 1º de janeiro de 2026. O sindicato também argumenta que o piso praticado no município é inferior ao adotado em cidades vizinhas de menor porte, como Bandeira do Sul, Campestre, Botelhos e Andradas.
Até o momento, não foi anunciada uma data para eventual paralisação. O estado de greve funciona como um indicativo de mobilização dos trabalhadores e uma forma de pressionar por um acordo nas negociações em andamento.
O Sindicato do Comércio ainda não se pronunciou sobre o assunto.





