Terras raras: Poços de Caldas busca investimentos, empregos e qualificação

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Poços de Caldas voltou a discutir nesta terça-feira (29) estratégias para transformar o potencial das terras raras e de outros minerais críticos em novas oportunidades econômicas para o município e a região. O tema foi debatido durante uma reunião do Comitê de Terras Raras, que reuniu representantes da Prefeitura e do Governo de Minas.

Participaram do encontro Gustavo Costa, subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e Lyssandro Norton Siqueira, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

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A proposta discutida é estruturar uma cadeia produtiva que vá além da extração mineral, com atração de empresas, desenvolvimento tecnológico, serviços especializados e formação de mão de obra. A intenção é ampliar a agregação de valor aos minerais produzidos na região e, com isso, criar novas possibilidades de empregos e negócios.

Durante a reunião, a Prefeitura também pediu ao Governo de Minas o fortalecimento de incentivos ao setor e de programas de qualificação profissional. Entre as possibilidades está a utilização de iniciativas estaduais, como o Trilhas de Futuro e o Minas Forma, de acordo com as futuras necessidades de profissionais identificadas para a cadeia de minerais críticos.

Licenciamento ambiental

O avanço das discussões também envolve diretamente o processo de licenciamento ambiental. Segundo o Governo de Minas, o procedimento está sob análise da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e recebe acompanhamento do Estado.

A análise considera os aspectos técnicos e as medidas socioambientais necessárias para que qualquer eventual avanço ocorra dentro das exigências ambientais e dos critérios de segurança previstos na legislação.

O Estado também sinalizou disposição para construir uma agenda conjunta com o município, com o objetivo de acompanhar o processo de forma integrada. A proposta é que aspectos ambientais, sociais e econômicos sejam considerados nas próximas etapas de planejamento.

Para a Prefeitura, a discussão sobre os minerais críticos precisa estar associada a planejamento, transparência, segurança e proteção ambiental. A intenção é preparar o município para possíveis novos investimentos sem abrir mão dos mecanismos de controle e das medidas voltadas à preservação ambiental e à segurança da população.

“Esse é um momento que exige união entre o município, o Estado e o Governo Federal. Precisamos trabalhar juntos para que Poços de Caldas esteja preparada e resguardada diante desse novo ciclo. Queremos atrair investimentos, gerar empregos e agregar valor aos minerais críticos, garantindo que as oportunidades se transformem em desenvolvimento para a nossa população, com planejamento, segurança e responsabilidade ambiental”, afirmou o prefeito Paulo Ney.

Economia de Poços de Caldas

As discussões ocorrem em um momento de crescimento da economia de Poços de Caldas. Segundo dados apresentados pelo município, a cidade alcançou um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 10,8 bilhões e ocupa a 13ª posição entre as maiores economias de Minas Gerais.

O município também vem buscando ampliar a atração de investimentos, com projetos em diferentes setores e novos anúncios previstos para os próximos meses.

A economia local é marcada ainda pela presença de três áreas consideradas estratégicas: turismo, mineração e indústria. A combinação desses setores é apontada pelo município como uma oportunidade para diversificar a economia, atrair empresas e ampliar a geração de empregos.

Nesse cenário, as terras raras passam a ser discutidas dentro de uma estratégia mais ampla, que envolve não apenas a atividade mineral, mas também tecnologia, qualificação profissional e desenvolvimento de negócios capazes de agregar valor aos recursos encontrados na região.

A proposta do Comitê é preparar Poços de Caldas para um possível novo ciclo de investimentos, buscando transformar o potencial dos minerais críticos em oportunidades econômicas para a população e para a região, enquanto os projetos seguem submetidos às exigências ambientais e aos processos de análise dos órgãos responsáveis.

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