Suspeita de matar os cinco filhos será julgada pelo TJMG

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A Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Timóteo, na região do Vale do Aço, determinou que Gissele Rosângela de Oliveira, suspeita de provocar a morte de cinco filhos e tentar pela vida de um sexto, seja submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A decisão de pronúncia, proferida no dia 22/10 pela juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes, acolhe denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre 2007 e 2023, nas cidades de Jaguaraçu e Timóteo. Em todos os casos, a acusada teria ministrado, de forma contínua, substâncias tóxicas, veneno e medicamentos de uso controlado aos filhos. Em determinados episódios, também teria empregado mecanismos de asfixia.

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O MPMG apontou que Gissele Oliveira enxergava os filhos como “um fardo”, tendo um “total sentimento de egoísmo associado ao ódio” pelas vítimas. Todas eram menores de idade.

Entre os meses de abril e setembro de 2025, a mulher ainda teria constrangido e ameaçado testemunhas e informantes para interferir nas apurações policiais, fato pelo qual também responderá pelo crime conexo de coação no curso do processo.

A defesa da ré alegou ausência de prova e de indícios de autoria, citando o indeferimento de um incidente de insanidade mental. Também solicitou a impronúncia e o afastamento das qualificadoras.

Qualificadoras e prisão

Ao analisar os fatos, a juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes considerou que os elementos examinados indicavam a atuação da acusada em todos os casos, e que a “definição definitiva sobre a dinâmica dos fatos e a autoria compete ao Conselho de Sentença, não sendo a ausência de testemunha ocular fundamento bastante, por si só, para a impronúncia.”

Para a magistrada, após análise das provas e do resultado de exame toxicológico, extraíram-se indícios mínimos “de que a substância detectada no organismo das crianças teria sido supostamente administrada durante o período em que elas se encontravam sob os cuidados exclusivos da acusada”.

Pela morte das cinco crianças, a ré responderá perante o Tribunal do Júri com qualificadoras como motivo torpe, emprego de veneno ou meio insidioso/cruel, asfixia e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A juíza também manteve a prisão preventiva de Gissele Rosângela de Oliveira, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade.

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