O Sindicomércio de Poços de Caldas divulgou um informativo sobre o andamento das negociações coletivas de 2026, informando que apresentou uma nova proposta de reajuste salarial aos trabalhadores do comércio. Segundo a entidade patronal, a oferta foi reformulada após mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e prevê reajustes acima da inflação, sem exigência de contrapartidas por parte dos empregados.
De acordo com o sindicato patronal, as negociações salariais estão em andamento desde janeiro e a proposta ainda depende da assinatura do Sindicato dos Empregados para que o acordo seja formalizado e os reajustes possam ser aplicados.
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Entre os principais pontos apresentados estão:
- Piso salarial de R$ 1.739,21, valor que, segundo o Sindicomércio, busca manter isonomia com os pisos praticados na região;
- Reajuste de 6,79% para os demais pisos salariais, percentual que a entidade afirma estar 74% acima do INPC;
- Reajuste de 3,90% para os demais salários até julho, com aplicação a partir de agosto. Conforme o sindicato patronal, o percentual final representa 23% acima do INPC;
- Manutenção dos direitos já existentes, sem inclusão de novas contrapartidas aos trabalhadores.
O Sindicomércio afirma que a demora na conclusão das negociações impede que os trabalhadores recebam os reajustes propostos e atribui a pendência à ausência de assinatura do aditivo por parte do Sindicato dos Empregados.
O informativo também destaca que, na avaliação da entidade patronal, a proposta garante ganho real aos trabalhadores, preserva direitos e busca equilibrar a valorização salarial com a manutenção dos empregos.
Reivindicação dos trabalhadores
Já o Sindcomerciários defende um reajuste linear de 7% para toda a categoria. De acordo com a entidade, o piso salarial do comércio em Poços de Caldas, atualmente fixado em R$ 1.630, está sem reajuste desde janeiro e permanece abaixo dos valores praticados em cidades vizinhas.
Para o sindicato dos trabalhadores, a proposta patronal não atende às reivindicações da categoria, motivo pelo qual o Estado de Greve permanece mantido.
Até o momento, não há previsão para uma nova audiência ou definição sobre a conclusão das negociações.






