Publicações que circulam nas redes sociais nesta semana apontam uma suposta situação de déficit de efetivo e sobrecarga de trabalho no Presídio de Poços de Caldas. As mensagens relatam que policiais penais estariam atuando sob condições consideradas precárias, com riscos à segurança dos servidores e dificuldades para atender à demanda da unidade.
Segundo os relatos divulgados, a unidade estaria operando com número reduzido de profissionais, o que teria resultado em escalas de trabalho consideradas insuficientes para determinadas atividades. Entre os exemplos citados está uma escolta hospitalar realizada por três policiais penais para acompanhar dois detentos internados em uma unidade de saúde da cidade. De acordo com as publicações, o quantitativo seria inferior ao considerado ideal para esse tipo de procedimento.
As denúncias também afirmam que, em determinados plantões, um número reduzido de servidores seria responsável pela custódia de centenas de detentos. Ainda segundo os relatos, memorandos solicitando reforço de efetivo teriam sido encaminhados à administração regional do sistema prisional, mas não teriam recebido resposta.
Diante da repercussão do caso, a reportagem da Onda Poços solicitou esclarecimentos à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp).
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Em nota, a secretaria informou que as denúncias não procedem. Segundo o órgão, o Presídio de Poços de Caldas conta com número de policiais penais suficiente para atender à demanda da unidade.
A Sejusp também negou a existência de deficiência no serviço de escolta hospitalar. Conforme a nota, a situação mencionada nas publicações ocorreu durante o período noturno e a escolta foi realizada por três policiais penais com o objetivo de otimizar o trabalho das equipes, uma vez que os dois detentos estavam internados em quartos próximos.
“Não procedem as informações sobre a escolta hospitalar; não há falta de policiais penais para escolta de detentos. Na situação relatada, a escolta realizada por três policiais penais ocorreu apenas no período noturno, com o intuito de otimizar os trabalhos das equipes, já que os quartos de ambos os detentos eram um ao lado do outro. Portanto, não houve nenhuma irregularidade nessa situação”, informou a secretaria.






