Qualificação na rede de Saúde de Poços fortalece identificação e registro de casos de violência e intoxicação

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Desde o final de julho e ao longo do mês de agosto deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde por meio da Vigilância Epidemiológica promoveu uma série de capacitações voltadas aos profissionais de saúde de unidades públicas e privadas do município, com foco no preenchimento correto das fichas de notificação compulsória de violência interpessoal/autoprovocada e de intoxicação exógena. ( Quando uma substância que vem de fora do organismo entra no corpo e provoca efeitos prejudiciais, ou seja, uma forma de envenenamento).

Os treinamentos foram realizados com equipes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento Margarita Morales, Hospital Santa Casa, Hospital Unimed, CAPS Girassol e CAPS AD. A iniciativa busca fortalecer a qualidade das informações registradas e, principalmente, aprimorar o acolhimento e a assistência prestada às pessoas em situação de violência ou intoxicação.

Durante as capacitações, os profissionais recebem orientações sobre o preenchimento adequado dos campos da ficha do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), além de aspectos relacionados à identificação, abordagem e acolhimento das vítimas.

A proposta é ampliar a capacidade das equipes para reconhecer, inclusive, sinais mais sutis de situações de violência doméstica, sexual, autoprovocada  como automutilação e tentativa de suicídio , negligência, entre outras ocorrências. Também são abordados os casos de intoxicação exógena, sejam eles acidentais ou intencionais, provocados pela exposição a agentes tóxicos.

A notificação compulsória é uma medida obrigatória prevista na legislação brasileira e deve ser realizada pelos profissionais de saúde que prestarem atendimento aos casos previstos, tanto na rede pública quanto na privada. A notificação não depende da autorização do paciente e tem como finalidade contribuir para o monitoramento dos agravos, subsidiar ações de prevenção e fortalecer as políticas públicas de saúde e proteção.

As informações registradas nas notificações são sigilosas e devem ser tratadas de acordo com os protocolos de confidencialidade e a legislação vigente, garantindo a privacidade e a segurança das vítimas.

Segundo a Enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Roberta Graziela da Silva , a avaliação das capacitações realizadas até o momento é positiva. “As capacitações têm sido muito produtivas. Além de reforçarmos a importância do preenchimento correto das notificações, conseguimos trabalhar com as equipes a questão do acolhimento e da identificação dos casos. Essa estratégia terá continuidade durante o mês de setembro, com novas capacitações em unidades de saúde públicas e privadas do município”, destaca.

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