O programa Poços em Foco recebeu nesta sexta-feira (8) a médica ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana Amandae Patresi e a pediatra Manoela Borba para uma entrevista sobre os desafios e aprendizados da maternidade na atualidade. O tema abordado foi “Maternidade Real: O aprendizado na conexão e o equilíbrio na era da informação”.
Durante a conversa, as especialistas falaram sobre a maternidade como um processo de aprendizado contínuo e de autodescoberta. A pediatra destacou que o ato de maternar também transforma a mulher, ensinando sobre presença, resiliência e valorização das pequenas conquistas do dia a dia. Segundo ela, os filhos ajudam os pais a enxergarem o mundo com mais curiosidade e leveza.
Outro ponto discutido foi o impacto do excesso de informações disponíveis atualmente sobre criação dos filhos. A ginecologista explicou que, apesar do acesso facilitado a conteúdos em redes sociais, livros e cursos, muitas mães acabam se sentindo mais inseguras devido à pressão por seguir padrões considerados ideais. Ela ressaltou que não existe um “manual de instruções”, já que cada relação entre mãe e filho é única.
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As médicas também abordaram os efeitos da busca pela “maternidade perfeita” na saúde mental das mulheres. De acordo com a pediatra, a tentativa constante de atingir um padrão idealizado pode gerar ansiedade, frustração e esgotamento emocional. Ela afirmou que a conexão verdadeira entre mãe e filho acontece justamente nas imperfeições, no acolhimento e no tempo de qualidade compartilhado.
Na entrevista, também foram discutidos os impactos da romantização da maternidade, tema da campanha Maio Furta-cor, que busca ampliar o debate sobre saúde mental materna. A especialista em reprodução humana destacou que a privação de sono e a sobrecarga emocional não devem ser tratadas como algo normal ou irrelevante, mas como fatores que afetam diretamente a saúde hormonal e psicológica das mulheres.
As profissionais defenderam ainda a importância da rede de apoio para as mães, apontando que o cuidado com a saúde mental materna deve ser entendido como uma responsabilidade coletiva. Segundo elas, sem divisão de tarefas e suporte familiar e social, o autocuidado se torna difícil de ser alcançado.
Durante o programa, a pediatra também explicou que o bem-estar emocional da mãe influencia diretamente o desenvolvimento do bebê, especialmente nos primeiros meses de vida, fortalecendo vínculos afetivos importantes para o desenvolvimento infantil.
Durante a entrevista, também foi destacado o trabalho desenvolvido pelo Espaço Primeiros Laços, em Poços de Caldas, local voltado ao acolhimento e acompanhamento de gestantes, mães e bebês, com foco no desenvolvimento infantil e no cuidado humanizado. Outro tema abordado foi a fertilização in vitro, técnica de reprodução assistida indicada para casais com dificuldades para engravidar. A médica especialista em reprodução humana explicou que o procedimento consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, com posterior transferência do embrião para o útero, e ressaltou a importância do acompanhamento médico e emocional durante todo o processo.
Ao final da entrevista, as médicas reforçaram a importância do acolhimento às mães, principalmente no mês dedicado às homenagens do Dia das Mães. Elas destacaram que, mais do que presentes materiais, muitas mulheres precisam de apoio, escuta, compreensão e divisão de responsabilidades no cotidiano.





