Quatro suspeitos foram presos pela Polícia Civil durante a nova fase da Operação Bourbon, que investiga uma série de roubos em propriedades rurais de regiões produtoras de café de São Paulo e Minas Gerais. Segundo a polícia, o grupo é investigado por participação em pelo menos 22 ocorrências, que teriam causado prejuízo estimado em R$ 12 milhões aos produtores.
A investigação é conduzida pelo delegado Rodrigo Berbert Pereira, da Polícia Civil de Jaú (SP), e começou há cerca de três meses. A maioria dos investigados é de Andradas, no Sul de Minas, enquanto outros têm ligação com Poços de Caldas e municípios do interior paulista.
De acordo com a investigação, os criminosos chegavam às propriedades durante a madrugada usando balaclavas e rádios comunicadores. Durante os roubos, proprietários, caseiros e familiares eram ameaçados com armas de fogo e tinham a liberdade restringida enquanto os bens eram retirados.
A polícia também aponta que o grupo evitava utilizar celulares durante as ações para dificultar o rastreamento. Entre os produtos levados das propriedades estão sacas de café, defensivos agrícolas, equipamentos, veículos, dinheiro e objetos pessoais. Conforme o delegado, os materiais eram posteriormente revendidos.
Nova fase da Operação Bourbon
Nesta etapa, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú cumpriram sete mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos seis mandados de prisão temporária, dos quais quatro foram cumpridos.
Durante as buscas, foram apreendidos relógios, perfumes, dinheiro, dólares, armas de fogo, celulares e materiais agrícolas. Os policiais também recolheram rádios comunicadores, balaclavas e dois veículos.
Os objetos apreendidos serão analisados para verificar uma possível relação com os crimes e permitir o reconhecimento pelas vítimas. Os celulares passarão por perícia.
Investigação começou há três meses
Cerca de um mês e meio antes da nova fase, uma primeira ação da operação foi realizada em Andradas. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. O suspeito preso naquela operação continua custodiado.
Ao todo, mais de 30 policiais civis de equipes de São Paulo e Minas Gerais participaram das ações.
As investigações continuam com o objetivo de identificar possíveis receptadores, outros integrantes do grupo e pessoas que possam ter fornecido informações sobre as propriedades que foram alvo dos roubos.
Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça. Segundo o delegado Rodrigo Berbert Pereira, a apuração envolve suspeitas de organização criminosa, roubo majorado e lavagem de dinheiro.








