Loja de roupas é interditada por venda ilegal de canetas emagrecedoras no Sul de Minas

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Uma loja de roupas foi interditada pela Vigilância Sanitária por vender ilegalmente canetas emagrecedoras em Pouso Alegre, no Sul de Minas. A ação ocorreu nesta terça-feira (27). O proprietário do estabelecimento foi encaminhado à Polícia Civil e preso em seguida.

A fiscalização chegou ao local após uma denúncia. A loja fica na Rua Adolfo Olinto, na região central da cidade. Durante a ação, foram encontrados frascos do medicamento Tirzepatida, de origem paraguaia, armazenados dentro do estabelecimento.

O produto não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, por isso, é proibido no Brasil. Diante da irregularidade, a Vigilância Sanitária determinou a interdição imediata da loja e a apreensão dos medicamentos, conforme prevê a legislação sanitária.

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Em nota, a Prefeitura de Pouso Alegre destacou que vender, armazenar ou distribuir medicamentos sem registro na Anvisa, especialmente em locais sem autorização sanitária para atividades relacionadas à saúde, configura infração sanitária grave e representa risco à saúde pública.

O município também alertou os consumidores sobre os riscos do uso desses produtos. Segundo a administração municipal, quem adquire canetas emagrecedoras de forma irregular pode estar utilizando medicamentos que entraram no país sem refrigeração adequada e sem condições seguras de uso, o que pode comprometer a eficácia e causar danos à saúde.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia reconhece que o tratamento com canetas emagrecedoras representa um avanço no combate à diabetes e à obesidade. No entanto, a entidade reforça que esses medicamentos devem ser produzidos por laboratórios autorizados pela Anvisa e submetidos a rigorosos testes de qualidade e pureza antes da comercialização.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar o caso. De acordo com a corporação, o empresário é suspeito de vender medicamento emagrecedor falsificado ou adulterado. A prisão em flagrante foi ratificada, e ele foi encaminhado ao Presídio de Pouso Alegre, onde permanece à disposição da Justiça.

Ainda segundo a Polícia Civil, o crime se enquadra no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.

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