Ex-escrivão é julgado novamente por morte de músico em Poços

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O ex-escrivão da Polícia Civil Thiago Galvão Bernardes passa por um novo julgamento nesta quinta-feira (13), em Poços de Caldas, pela morte do músico Yuri Antônio Gonçalves Vilas Boas, de 24 anos. O crime aconteceu em maio de 2016, em um apartamento no Jardim Quisisana.

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Bernardes já havia sido julgado em abril de 2018 e condenado a dois anos e dois meses de prisão. Na ocasião, os jurados entenderam que não houve intenção de matar e desclassificaram a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Como o então policial estava preso desde 2016, ele foi colocado em liberdade após a sentença.

O Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou a realização de um novo julgamento após cassar a decisão anterior do Conselho de Sentença. O processo tramita sob segredo de Justiça. A nova sessão é presidida pelo juiz José Henrique Mallmann, da 1ª Vara Criminal e de Execuções Criminais de Poços de Caldas.

Segundo as informações do caso, na madrugada de 22 de maio de 2016, Yuri, Bernardes e outra pessoa estavam em um apartamento após terem saído de um bar. Conforme o relato de uma testemunha, o então escrivão teria sacado uma arma e efetuado um disparo contra o músico. Yuri foi atingido no abdômen e morreu no local. Bernardes foi encontrado próximo ao corpo quando a Polícia Militar chegou.

Na época do crime, Bernardes havia retornado às atividades na Polícia Civil após um período de afastamento. Ele trabalhava na delegacia de Cabo Verde. Além da acusação de homicídio, o caso também envolveu uma denúncia de fraude processual relacionada à alteração da cena do crime.

Bernardes foi posteriormente exonerado da Polícia Civil, em 2021. O novo julgamento foi determinado após o recurso apresentado pelo Ministério Público contra a decisão do primeiro júri.

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