O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, foi trazido para o Núcleo Regional de Monitoramento Eletrônico, em Poços de Caldas, onde teve instalada uma tornozeleira eletrônica na manhã desta quarta-feira (4). O investigado foi encontrado em Guaxupé e escoltado pela Polícia Federal até Poços para a colocação do equipamento.
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A medida fez parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a Justiça, o ex-diretor atuava informalmente em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da própria autarquia com a qual mantinha vínculo funcional.
Além dele, outros três investigados tiveram medidas cautelares determinadas pela Justiça:
- Belline Santana, ex-servidor do Banco Central. Atuava como uma espécie de empregado/consultor de Vorcaro em relação a temas da autarquia.
- Leonardo Augusto Furtado Palhares, responsável pela empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal. Atuava na formalização documental de instrumento contratual utilizado no contexto das tratativas mantidas entre integrantes do grupo investigado;
- Ana Claúdia Queiroz de Paiva, sócia da empresa Super Empreendimentos. Participava da realização e gestão de transferências financeiras destinadas a custear atividades desempenhadas por integrantes da milícia privada.
Terceira Fase da Operação Compliance Zero
Além das medidas cautelares, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão durante a operação. As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorreram nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Os quatro presos durante a operação foram:
Daniel Vorcaro;
Fabiano Campos Zettel, que manteve atuação direta e reiterada em apoio às atividades desenvolvidas pelo cunhado Daniel Vorcaro;
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que mantinha relação direta de prestação de serviços com o dono do Banco Master, atuando como responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado;
Marilson Roseno da Silva, identificado como integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimação vinculada ao grupo liderado por Vorcaro.








