A dívida pública federal do Brasil chegou a R$ 9,29 trilhões em agosto, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (28). O valor representa uma alta de 0,04% em relação ao estoque registrado em julho, que era de R$ 9,28 trilhões.
A variação ocorreu principalmente pela incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros, parcialmente compensada pelos resgates líquidos de títulos, que somaram R$ 84,43 bilhões no período.
A dívida pública federal reúne os compromissos do governo federal decorrentes da emissão de títulos públicos e de contratos de dívida externa.
Clique aqui e acesse o grupo de notícias da Onda Poços no WhatsApp 📲
Dívida interna registra pequena redução
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) apresentou uma redução de 0,05% em agosto.
O estoque passou de R$ 8,948 trilhões em julho para R$ 8,944 trilhões em agosto.
Segundo o Tesouro Nacional, foram registrados R$ 83,9 bilhões em resgates líquidos, enquanto a apropriação positiva de juros alcançou R$ 79,66 bilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve crescimento de 2,41% no mês. O estoque chegou a R$ 348,26 bilhões, equivalente a US$ 67,21 bilhões.
Desse montante, R$ 299,70 bilhões (US$ 57,84 bilhões) correspondem à dívida mobiliária, enquanto R$ 48,56 bilhões (US$ 9,37 bilhões) são referentes à dívida contratual.
Prazo médio da dívida aumenta
Outro indicador apresentado pelo Tesouro foi o prazo médio da Dívida Pública Federal (DPF).
O período passou de 4,05 anos em julho para 4,10 anos em agosto.
O indicador mostra, em média, o período restante até o vencimento dos títulos que compõem a dívida pública.
Reserva de liquidez cai 11,89%
A reserva de liquidez da dívida pública, também conhecida como colchão da dívida, terminou agosto em R$ 1,20 trilhão.
O valor representa uma queda nominal de 11,89% em comparação com julho, quando a reserva era de aproximadamente R$ 1,37 trilhão.
Apesar da redução mensal, o montante apresentou crescimento nominal de 6,49% em relação a agosto do ano passado.
A reserva é formada por recursos disponíveis em caixa destinados exclusivamente ao pagamento da dívida pública, além dos recursos provenientes da emissão de títulos que permanecem em caixa.
Segundo o Tesouro Nacional, o nível atual da reserva é suficiente para cobrir aproximadamente 7,18 meses dos vencimentos da dívida pública federal.








