Nesta sexta-feira (27), o programa Poços em Foco recebeu a delegada Maria Cecília Gomes Flora, chefe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), para uma entrevista sobre violência contra a mulher, abordando prevenção, denúncia e os desafios enfrentados no combate a esse tipo de crime.
Durante a conversa, a delegada ressaltou que a violência contra a mulher vai além da agressão física, incluindo formas psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais, conforme previsto na Lei Maria da Penha. Segundo ela, muitas dessas manifestações são menos visíveis, mas igualmente graves e prejudiciais.
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Ao tratar dos sinais de risco, Maria Cecília destacou comportamentos recorrentes de agressores, como o controle excessivo, ameaças, isolamento da vítima e manipulação emocional. De acordo com a delegada, esses indícios podem evoluir para situações mais graves se não forem identificados a tempo.
A delegada também explicou os caminhos para denúncia, reforçando que as vítimas podem procurar delegacias, especialmente as unidades especializadas, além de utilizar canais como o telefone 180. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Sobre as medidas protetivas, ela afirmou que são instrumentos importantes para garantir a segurança imediata das vítimas, podendo incluir o afastamento do agressor e a proibição de contato. No entanto, reconheceu que ainda existem desafios quanto ao cumprimento dessas determinações.
Durante a entrevista, também foram abordadas questões relacionadas ao acompanhamento dos casos após a denúncia. A delegada explicou que o processo envolve investigação, apoio jurídico e encaminhamento para serviços de assistência, ressaltando a importância de uma rede de apoio integrada.
Outro ponto discutido foi o receio de muitas mulheres em denunciar. Segundo Maria Cecília, fatores como medo, dependência emocional e insegurança em relação à proteção oferecida pelo Estado ainda são obstáculos frequentes.
A delegada ainda comentou sobre a importância da atuação da sociedade, destacando que familiares, amigos e vizinhos podem ajudar ao acolher a vítima, orientar e, em alguns casos, buscar ajuda junto às autoridades.
Ao final, foi reforçada a importância da informação como ferramenta de prevenção, além do papel das instituições de segurança pública no acolhimento e proteção das mulheres em situação de violência.






