Criança de 1 ano e meio aguarda cirurgia há meses em Poços de Caldas e família faz vaquinha

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A família de Levi Campos de Araújo, de 1 ano e meio, iniciou uma campanha para arrecadar R$ 15 mil e custear uma cirurgia na rede particular em Poços de Caldas (MG). A criança foi diagnosticada com hidronefrose e obstrução urinária e aguarda o agendamento de uma cirurgia pela rede pública.

Segundo a mãe, Gabriela Campos, Levi nasceu com a condição e passou a ser acompanhado por meio de exames periódicos. Conforme o relato da família, a médica responsável pelo acompanhamento solicitou uma avaliação para que o menino pudesse passar pelo procedimento cirúrgico, mas o atendimento ainda não foi realizado.

A família afirma que a espera já ultrapassa dez meses e relata dificuldades para conseguir atendimento especializado em urologia pediátrica na rede pública de Poços de Caldas.

A hidronefrose é uma alteração caracterizada pela dilatação do sistema que conduz a urina dentro do rim. No caso de Levi, o diagnóstico também envolve uma obstrução urinária. Segundo a família, existe preocupação com possíveis impactos sobre a função renal caso o problema continue sem tratamento.

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Secretaria diz que cirurgia foi solicitada em abril

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Poços de Caldas informou que recebeu, em 15 de abril de 2026, uma solicitação para realização de pieloplastia, procedimento utilizado em casos de obstrução na região de ligação entre o rim e o ureter.

De acordo com a pasta, o pedido foi analisado, aprovado e inserido no sistema Conecta ainda em abril.

A Secretaria informou ainda que, atualmente, o procedimento aguarda agendamento pelo hospital de referência. Até o momento, não foi definida uma data para a cirurgia e também não há previsão informada para a realização do procedimento.

 

Família recorre à rede particular

Diante da ausência de uma data para a cirurgia pelo sistema público, os familiares decidiram buscar uma alternativa na rede particular.

A campanha “Levi não pode mais esperar” foi criada na plataforma Vakinha com a meta de arrecadar R$ 15 mil, valor destinado ao custeio da cirurgia da criança.

A família também pede que pessoas que não possam fazer doações ajudem a divulgar a campanha por meio das redes sociais e de grupos de WhatsApp.

As contribuições podem ser feitas pela página oficial da campanha na Vakinha: “Ajude o Levi”.

A situação de Levi envolve, portanto, duas frentes: enquanto a família busca recursos para tentar viabilizar o procedimento de forma particular, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a solicitação feita pela criança está aprovada e aguarda o agendamento pelo hospital de referência.

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