A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o socorro de uma criança de 2 anos que chegou à Unidade Operacional da corporação em Poços de Caldas, com perda de consciência após um episódio de engasgo. A ocorrência foi registrada por volta das 23h30 de quinta-feira (29).
Segundo a PRF, um casal procurou a unidade relatando que o filho havia se engasgado durante a alimentação. Diante da gravidade da situação, a equipe iniciou imediatamente as manobras de desengasgo, conseguindo restabelecer a respiração e a consciência da criança.
Por medida de segurança, a criança e os pais foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, localizada a cerca de 10 quilômetros do local. Após avaliação médica, a criança recebeu alta no dia seguinte e já retornou para casa.
Desengasgo: novas diretrizes mudam o passo a passo de manobras em bebês, crianças e adultos.
A American Heart Association (AHA) atualizou, no mês de outubro/25, suas diretrizes oficiais de primeiros socorros, reanimação cardiopulmonar (RCP) e emergências cardiovasculares.
Entre as principais mudanças está a forma de agir em casos de engasgo com obstrução das vias aéreas, tanto em bebês e crianças quanto em adultos conscientes.
As novas orientações foram publicadas na revista científica Circulation e substituem as de 2020 — marco da última grande revisão. A AHA é a entidade que define os protocolos seguidos mundialmente em cursos de primeiros socorros.
O que muda:
A partir de agora, a recomendação da AHA para vítimas conscientes — crianças e adultos — é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais (a conhecida manobra de Heimlich).
Para bebês com menos de 1 ano, o procedimento também foi ajustado: deve-se alternar cinco pancadas nas costas e cinco compressões no peito, usando a base da palma da mão, até que o corpo estranho seja expulso ou até que o bebê perca a consciência.
Segundo a AHA, o objetivo é aumentar a eficácia e reduzir o risco de lesões. Vale reforçar que, nos menores de um ano, as compressões abdominais estão proibidas por poderem ferir órgãos internos.
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