O SUS (Sistema Único de Saúde) substituirá gradualmente, a partir deste ano, o exame papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV para o rastreamento de câncer do colo do útero. A mudança se deve à maior sensibilidade do novo exame, que permitirá aumentar o intervalo entre as coletas para cinco anos, caso não haja diagnóstico do vírus. A faixa-etária para a realização do teste de rastreio permanece de 25 a 49 anos.
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A alteração integra as novas diretrizes para diagnóstico do câncer de colo do útero, apresentadas pelo Instituto Nacional do Câncer, nesta quarta-feira (26). O novo exame foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 2021, por sua eficácia em detectar o HPV e identificar os subtipos de risco.
O exame molecular tem a vantagem de ser mais preciso na detecção de variantes oncogênicas, como os tipos 16 e 18, que são responsáveis por 70% das lesões precursoras de câncer.
Itamar Bento, pesquisador da Divisão de Detecção Precoce do Inca, destacou que a alta confiabilidade do teste DNA-HPV justifica o intervalo maior entre os exames. Além disso, o novo procedimento será parte de um rastreamento organizado, com o sistema de saúde buscando ativamente a população-alvo, em vez de esperar que as pessoas procurem os serviços.