No primeiro semestre de 2025, Poços de Caldas registrou 42 medidas protetivas solicitadas por mulheres vítimas de violência doméstica, segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social. Esses pedidos têm como base a Lei Maria da Penha e incluem desde o afastamento do agressor até a proibição de contato com a vítima.
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Além das medidas judiciais, seis mulheres precisaram de acolhimento na Casa Abrigo, serviço mantido pelo município para garantir proteção a vítimas em situação de ameaça ou risco de morte. O espaço, de endereço sigiloso, funciona em regime ininterrupto e conta com equipe multidisciplinar para oferecer apoio psicológico, social e jurídico.
Os registros locais apontam que a violência psicológica é a mais recorrente, presente em 92,8% dos casos. Em seguida aparecem a violência física (53,6%), a violência patrimonial (27,5%) e a violência moral e sexual (14,5%).
Para a secretária municipal de Assistência Social, Marcela Carvalho, os números reforçam a importância do Agosto Lilás, campanha que marca o mês de conscientização sobre a violência contra a mulher. “São mulheres que vivem ameaças, agressões e perdas apenas por serem mulheres. Daí a relevância de campanhas de orientação e sensibilização como o Agosto Lilás”, destacou.
Mulheres em situação de violência em Poços de Caldas podem buscar atendimento no Núcleo da Mulher do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), localizado na Rua Laguna, 820 – Jardim dos Estados. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelos telefones (35) 3697-2626 e WhatsApp (35) 9 8871-1158.
O município conta ainda com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Av. Dr. David Benedito Otoni, 527 – Jardim dos Estados (telefone: 3712-9647). Também é possível denunciar casos de violência doméstica pelo Disque 180, serviço nacional que funciona 24 horas por dia.