O consultor de empresas e mentor Symon Hill foi o entrevistado da edição de quinta-feira (8) do programa Poços Em Foco. Atuando desde 2008 na área de consultoria, Hill iniciou sua trajetória profissional na gestão de pessoas e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para diferentes frentes da administração empresarial.
Durante a entrevista, o consultor destacou a dificuldade crescente de encontrar profissionais no mercado de trabalho, apontando esse cenário como um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos empresários. Segundo ele, o contexto é influenciado por mudanças no comportamento das pessoas, que passaram a consumir um volume maior de informações em menos tempo, além de expectativas elevadas em relação a direitos, muitas vezes sem a mesma proporção de deveres.
Clique aqui e acesse o grupo de notícias da Onda Poços no WhatsApp 📲
Symon Hill também comentou sobre o impacto do home office. De acordo com o consultor, o modelo trouxe benefícios para muitos trabalhadores, mas também foi utilizado de forma inadequada em alguns casos. Ele ressaltou que a relação entre empresa e colaborador deve ser tratada como uma via de mão dupla, com diálogo e decisões conjuntas sobre o formato de trabalho mais adequado para ambas as partes.
Outro ponto abordado foi a importância dos processos internos nas organizações. O entrevistado afirmou que, em muitos casos, os problemas atribuídos às pessoas estão, na verdade, relacionados a processos mal definidos ou pouco estruturados. Na região, onde há predominância de empresas familiares, a falta de sistematização pode gerar sobrecarga e adoecimento dos colaboradores. Para Hill, uma empresa que adoece seus funcionários revela falhas nos processos, especialmente na ausência de um modo claro e eficiente de executar as tarefas.
O consultor explicou que grande parte de seu trabalho consiste em analisar a empresa e seus processos, buscando formas mais simples e econômicas de executar as atividades. No que diz respeito à definição de metas, ele alertou para a frustração causada por planos excessivamente complexos. A orientação é estabelecer poucos objetivos, preferencialmente dois por ano, entendendo que a meta serve como um estímulo à ação, e não apenas como um fim a ser alcançado.
Entre as maiores dificuldades das empresas, Symon Hill citou o engajamento das equipes e a falta de alinhamento entre os setores, que muitas vezes trabalham em direções diferentes. Para iniciar o ano de forma mais organizada, ele sugeriu três pontos principais: definir poucos objetivos, persistir mesmo diante das dificuldades e celebrar as conquistas, compartilhando os resultados com outras pessoas.
O entrevistado também abordou o conceito de crença limitante, afirmando que, em muitos casos, trata-se de uma limitação real, e não de inferioridade. Segundo ele, cada pessoa possui habilidades específicas e diferentes potenciais de desenvolvimento. Sobre o chamado “profissional perfeito”, Hill destacou que as empresas buscam, sobretudo, profissionais que cumpram o que foi acordado. Para ele, a gestão de talentos está diretamente relacionada à capacidade de manter bons profissionais dentro da empresa.
Por fim, o consultor ressaltou que a profissionalização das empresas reflete diretamente nos resultados futuros, especialmente em um mercado cada vez mais imprevisível. Como dica final, Symon Hill reforçou a importância de ter objetivos claros e manter o foco e a dedicação necessários para alcançá-los.






