A Justiça de Poços de Caldas anulou a Operação Nexum 35 ao reconhecer irregularidades na obtenção das provas que fundamentaram a investigação. A decisão foi proferida na terça-feira, 20, pelo juiz José Henrique Mallmann, titular da 1ª Vara Criminal e de Execuções Criminais da comarca, que rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
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Na sentença, o magistrado declarou a nulidade de todas as provas reunidas no processo, após constatar a quebra da cadeia de custódia e a violação dos artigos 157 e 158-A do Código de Processo Penal. Como consequência, foi determinada a imediata soltura de 11 investigados que estavam presos preventivamente. No total, 19 pessoas haviam sido detidas no dia da deflagração da operação.
De acordo com o juiz, a investigação foi comprometida pela utilização irregular de fotografias extraídas do celular de um dos suspeitos, aparelho apreendido em fevereiro de 2025. A forma de coleta e inclusão desse material aos autos levou à invalidação do elemento probatório, o que contaminou toda a ação penal.
Com a decisão, a denúncia foi rejeitada e a Operação Nexum 35 considerada judicialmente nula.

A Operação Nexum 35 foi deflagrada pela Polícia Civil em 21 de agosto de 2025, em Poços de Caldas, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e crimes associados.
Na ocasião, foram cumpridos 47 mandados de prisão e de busca e apreensão, resultando na prisão de 19 pessoas, sendo cinco delas em flagrante. A ação contou com a participação de 104 policiais civis de unidades vinculadas ao 18º Departamento de Polícia Civil.
As investigações duraram cerca de quatro meses e tiveram início após a apreensão de aproximadamente 20 quilos de maconha no município. Segundo a Polícia Civil, os investigados atuavam na venda de entorpecentes em diferentes regiões da cidade, inclusive por meio de entregas a domicílio, com negociações feitas via aplicativos de mensagens.
Ainda conforme a polícia, a atuação do grupo se concentrava principalmente na Zona Sul da cidade. Entre os investigados estava um engenheiro civil, que já havia sido preso em 2019, durante outra operação voltada ao combate ao tráfico de drogas sintéticas.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos um automóvel, uma motocicleta, mais de R$ 8 mil em dinheiro e uma quantidade de drogas que não chegou a ser totalmente contabilizada.








