O ex-prefeito de Poços de Caldas, Sérgio Azevedo, comentou a rejeição de suas contas de 2024 durante entrevista ao programa Poços em Foco. A decisão foi tomada pela Câmara Municipal na última terça-feira (24), com 12 votos favoráveis à rejeição e 3 contrários.
Durante a entrevista, o ex-prefeito abordou os principais pontos levantados pela Comissão de Finanças e Orçamento, que embasaram a decisão dos vereadores. Entre as irregularidades apontadas estão a abertura de créditos sem disponibilidade em caixa, despesas acima do orçamento autorizado, divergências em dados enviados ao Tribunal de Contas e a realização de pagamentos sem empenho prévio — prática vedada pela legislação.
Outro ponto discutido foi a existência de uma dívida de aproximadamente R$ 12,4 milhões com a Santa Casa de Salto de Pirapora, referente a serviços prestados em 2024 sem empenho formal, além de falhas na gestão do Fundo Municipal de Saúde, incluindo problemas em convênios e ausência de documentação fiscal em parte das despesas.
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Em sua defesa, Sérgio Azevedo afirmou que sete das oito contas de sua gestão já foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Segundo ele, a única ainda pendente, referente a 2021, possui parecer favorável tanto da área técnica quanto do Ministério Público de Contas.
O ex-prefeito também atribuiu dificuldades financeiras à queda de repasses estaduais, alegando que o município deixou de receber cerca de R$ 41,9 milhões em receitas como ICMS, Fundeb, IPVA e recursos da saúde. De acordo com ele, esses valores estariam sendo devolvidos de forma parcelada ao município.
Ainda durante a entrevista, Azevedo destacou que, mesmo diante desse cenário, sua gestão manteve os gastos com pessoal dentro dos limites legais e cumpriu os percentuais mínimos exigidos pela Constituição para investimentos em saúde e educação. Sobre os créditos suplementares questionados, afirmou que representaram apenas 0,09% do orçamento total e foram considerados de baixa relevância pelo próprio Tribunal de Contas.
Em relação à dívida com a Santa Casa, o ex-prefeito negou irregularidades e disse que o convênio foi acompanhado por uma comissão responsável e já está encerrado.
A entrevista também abordou os impactos políticos da decisão da Câmara. Questionado sobre o tema, Sérgio Azevedo afirmou que pretende continuar atuando na vida pública e confirmou sua pré-candidatura a deputado federal. Ele defendeu sua trajetória administrativa e disse confiar que sua experiência à frente do município será reconhecida pelos eleitores.
Confira a entrevista abaixo:





