A artista plástica, arte-educadora, curadora e produtora cultural Dalmoni Lydijusse, de Poços de Caldas, está entre as 30 pessoas premiadas em Minas Gerais na categoria Artes Visuais do Edital Saberes Gerais, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, por meio da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP).
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A premiação, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, reconhece trajetórias que tenham prestado relevante contribuição ao desenvolvimento artístico e cultural de Minas Gerais. A proposta teve produção e gestão de Juliano Procopio, da Labuta.
Com mais de 40 anos de atuação, Dalmoni Lydijusse construiu uma trajetória marcada pelo uso da arte como ferramenta de transformação individual e coletiva, pela valorização da diversidade cultural, pelo estímulo à produção autoral e pelo compromisso com práticas decoloniais e antirracistas.
Formada em Artes Plásticas pela FAAP e em Belas Artes pela UFMG, com especialização em Arte Integrativa pela Anhembi Morumbi e formações complementares nas áreas de educação, restauro do patrimônio, psicologia e história da arte, a artista plástica já realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e fora do país, com passagens por Belo Horizonte, São Paulo, Nova York, Paris e Roma, além de receber prêmios e menções honrosas nacionais e internacionais.
Entre seus trabalhos mais recentes, destaca-se a exposição “Para Encontrar Minha Pele”, apresentada no Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas e no IFSULDEMINAS – Campus Poços de Caldas, na qual propõe uma reflexão profunda sobre colorismo, identidade e autoimagem, a partir de um processo artístico e introspectivo. A mostra também ganhou uma prévia em versão de arte urbana, instalada em mobiliários de iluminação pública no centro da cidade, reafirmando a importância da arte ocupar espaços e dialogar com a população.
Dalmoni também participou nos últimos meses de uma residência artística no Instituto Pretos Novos (IPN), no Rio de Janeiro, onde desenvolve um projeto em homenagem às mulheres negras ligadas à história da instituição. As obras resultantes da residência serão apresentadas em exposição prevista para março de 2026, no próprio IPN, localizado na Gamboa, próxima ao Cais do Valongo, o maior sítio histórico e arqueológico com vestígios da entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas.
Durante a pandemia de Covid-19, em 2021, a artista realizou a exposição “Produto Disruptivo”, reunindo retratos de mulheres, idosos, pessoas negras e LGBTQIAPN+, em uma celebração da pluralidade de experiências e existências.
Dalmoni também se destaca pela idealização e coordenação de projetos socioculturais voltados a diferentes públicos, com ações em escolas, hospitais, equipamentos culturais e comunidades periféricas. Desde 2003, mantém o Arte Ziriguidum, ateliê-escola e espaço cultural independente que promove formação artística, exposições, encontros culturais e incentivo à produção autoral.
Como contrapartida à premiação, ela realizará a oficina “Insubmissas”, voltada a mulheres atendidas pela APHAS (Associação de Promoção Humana e Ação Social). A atividade terá foco em pintura e colagem, partindo de vivências sensíveis e subjetivas, com o objetivo de promover escuta, expressão e pertencimento.






