A proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de implementar planos de saúde com cobertura restrita está gerando intensos debates e grandes preocupações entre especialistas, defensores do consumidor e autoridades do setor. A nova modalidade de planos, que limita a assistência a consultas médicas e exames, exclui serviços essenciais como internações, urgências, emergências e tratamentos especializados. Esse modelo tem sido visto como uma tentativa de tornar a saúde suplementar mais acessível, mas seus críticos alertam para os graves riscos à saúde pública.
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Organizações como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e diversos Procons se manifestaram contra a medida, destacando que a proposta pode agravar ainda mais a precariedade do sistema de saúde no país. Segundo especialistas, a adoção de planos de saúde com cobertura restrita pode gerar um retrocesso no acesso à saúde de qualidade, prejudicando principalmente as camadas mais vulneráveis da população. Além disso, há o receio de que, ao limitar a cobertura dos planos, milhões de brasileiros fiquem sem acesso a tratamentos e serviços médicos essenciais, resultando em um aumento da demanda sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), que já enfrenta dificuldades de financiamento e estrutura.
A ANS, por sua vez, defende que a proposta de planos com cobertura restrita é uma alternativa para ampliar o acesso à saúde suplementar, oferecendo uma opção mais acessível para quem não consegue arcar com planos tradicionais. A agência argumenta que a medida pode beneficiar pessoas que, de outra forma, ficariam sem cobertura de saúde. A proposta foi aprovada para um período de testes, com a possibilidade de se tornar permanente após dois anos, caso os resultados sejam considerados satisfatórios.
Em meio a esse cenário de incertezas, a sociedade e os profissionais da saúde aguardam os próximos passos da ANS, que prometeu acompanhar os resultados do período de testes e avaliar os impactos da medida.